sábado, 21 de dezembro de 2013

-----------A FÁBULA DA GALINHA PORCA CAPITALISTA------- Uma galinha achou alguns grãos de trigo e disse aos vizinhos: - Se plantarmos este trigo, teremos pão para comer. Alguém me quer ajudar a plantá-lo? - Eu não! - disse a vaca. - Nem eu, tenho mais que fazer! - emendou o pato. - Eu também não - retorquiu o porco. - Eu muito menos - completou o bode. - Então, eu mesma planto - disse a galinha. E assim o fez. O trigo cresceu alto e amadureceu, com grãos dourados. - Quem vai me ajudar a colher o trigo? - quis saber a galinha. - Eu não - disse o pato. - Não faz parte das minhas funções - disse o porco. - Não, depois de tantos anos de serviço - exclamou a vaca. - Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego - disse o bode. - Então, eu mesma colho - disse a galinha, e colheu o trigo, ela própria. Finalmente, chegara a hora de preparar o pão. - Quem me vai ajudar a cozer o pão? - indagou a galinha. - Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão - disse o porco. - Eu não posso por em risco meu auxílio-doença - continuou o pato. - Caso só eu ajude, é discriminação - resmungou o bode. - Só se me pagarem hora extra - exclamou a vaca. - Então, eu mesma faço - exclamou a pequena galinha. Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver. De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço. A galinha simplesmente disse: - Não! Vou comer os cinco pães sozinha. - Lucros excessivos, sua agiota burguesa! - gritou a vaca. - Sanguessuga capitalista! - exclamou o pato. - Eu exijo direitos iguais! - bradou o bode. O porco grunhiu: - A Paz, o Pão e a Educação são para todos! Direitos do Povo! Pintaram faixas e cartazes dizendo “Injustiça Social” e marcharam em protesto contra a galinha, gritando palavras de ordem: “Fascista”, “O pão é nosso!”, “País rico é país com pães para todos!”, “Exijo a minha cota de pães!”, “Morte aos padeiros que lucram com a fome!”. Chamado um fiscal do governo, disse à pobre galinha: - Você, galinha, não pode ser assim tão egoísta. Você ganhou pão a mais, tem de pagar muito imposto. - Mas dona Raposa, eu ganhei esse pão com meu próprio trabalho e suor - defendeu-se a galinha. Os outros não quiseram trabalhar! - retorquiu sentida. - Exatamente - disse o funcionário do governo - essa é a vantagem da livre iniciativa. Qualquer pessoa, numa empresa, pode ganhar o que quiser. Pode trabalhar ou não trabalhar. Mas, de acordo com a nossa moderna legislação, a mais avançada do Mundo, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto do trabalho com os que não fazem nada. Além disso, existe a mais-valia, o Imposto de Renda, o IPTU, o IPVA, o IPI, o ICMS, o mensalão, as Organizações NÃO Governamentais que vivem às custas de dinheiro público, etc., etc., que têm de ser pagos para garantir a nossa Saúde, a nossa Educação e a nossa Justiça! Todas elas as melhores do Mundo! E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha, que sorriu e cacarejou: "eu estou grata", "eu estou grata". Mas os vizinhos sempre se perguntavam por que a galinha nunca mais fez um pão. -----------A FÁBULA DA GALINHA PORCA CAPITALISTA------- Uma galinha achou alguns grãos de trigo e disse aos vizinhos: - Se plantarmos este trigo, teremos pão para comer. Alguém me quer ajudar a plantá-lo? - Eu não! - disse a vaca. - Nem eu, tenho mais que fazer! - emendou o pato. - Eu também não - retorquiu o porco. - Eu muito menos - completou o bode. - Então, eu mesma planto - disse a galinha. E assim o fez. O trigo cresceu alto e amadureceu, com grãos dourados. - Quem vai me ajudar a colher o trigo? - quis saber a galinha. - Eu não - disse o pato. - Não faz parte das minhas funções - disse o porco. - Não, depois de tantos anos de serviço - exclamou a vaca. - Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego - disse o bode. - Então, eu mesma colho - disse a galinha, e colheu o trigo, ela própria. Finalmente, chegara a hora de preparar o pão. - Quem me vai ajudar a cozer o pão? - indagou a galinha. - Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão - disse o porco. - Eu não posso por em risco meu auxílio-doença - continuou o pato. - Caso só eu ajude, é discriminação - resmungou o bode. - Só se me pagarem hora extra - exclamou a vaca. - Então, eu mesma faço - exclamou a pequena galinha. Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver. De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço. A galinha simplesmente disse: - Não! Vou comer os cinco pães sozinha. - Lucros excessivos, sua agiota burguesa! - gritou a vaca. - Sanguessuga capitalista! - exclamou o pato. - Eu exijo direitos iguais! - bradou o bode. O porco grunhiu: - A Paz, o Pão e a Educação são para todos! Direitos do Povo! Pintaram faixas e cartazes dizendo “Injustiça Social” e marcharam em protesto contra a galinha, gritando palavras de ordem: “Fascista”, “O pão é nosso!”, “País rico é país com pães para todos!”, “Exijo a minha cota de pães!”, “Morte aos padeiros que lucram com a fome!”. Chamado um fiscal do governo, disse à pobre galinha: - Você, galinha, não pode ser assim tão egoísta. Você ganhou pão a mais, tem de pagar muito imposto. - Mas dona Raposa, eu ganhei esse pão com meu próprio trabalho e suor - defendeu-se a galinha. Os outros não quiseram trabalhar! - retorquiu sentida. - Exatamente - disse o funcionário do governo - essa é a vantagem da livre iniciativa. Qualquer pessoa, numa empresa, pode ganhar o que quiser. Pode trabalhar ou não trabalhar. Mas, de acordo com a nossa moderna legislação, a mais avançada do Mundo, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto do trabalho com os que não fazem nada. Além disso, existe a mais-valia, o Imposto de Renda, o IPTU, o IPVA, o IPI, o ICMS, o mensalão, as Organizações NÃO Governamentais que vivem às custas de dinheiro público, etc., etc., que têm de ser pagos para garantir a nossa Saúde, a nossa Educação e a nossa Justiça! Todas elas as melhores do Mundo! E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha, que sorriu e cacarejou: "eu estou grata", "eu estou grata". Mas os vizinhos sempre se perguntavam por que a galinha nunca mais fez um pão. (Oziel Ferraz)

Nenhum comentário:

Postar um comentário